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Cidades

Desemprego sobe para 5,8%, mas Brasil registra menor taxa para abril desde o início da série histórica

O Brasil registrou 6,3 milhões de desempregados, com uma queda significativa em relação ao mesmo período do ano anterior  |  Reprodução internet

Publicado em 28/05/2026, às 11h14   Reprodução internet   Redação

A taxa de desemprego no Brasil chegou a 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Apesar da leve alta em relação ao trimestre anterior, quando o índice estava em 5,4%, o resultado ainda representa o menor patamar já registrado para períodos encerrados em abril desde o início da série histórica da pesquisa.

Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o cenário segue mais positivo: a taxa caiu 0,8 ponto percentual em relação aos 6,6% registrados há um ano.

País soma 6,3 milhões de desempregados

O levantamento aponta que cerca de 6,3 milhões de brasileiros estavam em busca de trabalho no trimestre encerrado em abril.

Os números mostram movimentos diferentes conforme o período analisado:

• Alta de 8% frente ao trimestre encerrado em janeiro
• Queda de 11,3% em comparação ao mesmo período de 2025
• Redução equivalente a 809 mil pessoas desempregadas em um ano

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, o resultado histórico para meses de abril chama atenção.

Quando observamos apenas os trimestres móveis encerrados em abril de cada ano da pesquisa, essa taxa de 5,8% é a menor estimativa de desocupação já registrada para esse período.”

Mercado de trabalho mantém mais de 102 milhões de ocupados

Mesmo com a leve elevação da taxa de desemprego, o país manteve um contingente elevado de pessoas trabalhando.

A população ocupada chegou a 102,3 milhões de brasileiros, com estabilidade no trimestre e crescimento na comparação anual.

• População ocupada: 102,3 milhões
• Crescimento anual: 1,1%
• Recuo trimestral: 0,3%
• Nível de ocupação: 58,4%

O IBGE também destacou estabilidade em diversas modalidades de trabalho formal e informal.

Veja os principais indicadores divulgados pelo IBGE:

• Taxa de desocupação: 5,8%
• Taxa de subutilização: 13,8%
• Pessoas desempregadas: 6,3 milhões
• População ocupada: 102,3 milhões
• Fora da força de trabalho: 66,5 milhões
• População desalentada: 2,6 milhões
• Trabalhadores informais: 38,1 milhões
• Empregados com carteira assinada: 39,3 milhões
• Empregados sem carteira: 13,3 milhões
• Trabalhadores por conta própria: 26 milhões

Subutilização e desalento apresentam queda

Os dados da pesquisa também indicaram redução no contingente de pessoas subutilizadas e desalentadas.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, reunindo desempregados, trabalhadores com jornada insuficiente e pessoas disponíveis para trabalhar, mas fora da força de trabalho.

Entre os destaques:

• 15,7 milhões de pessoas estavam subutilizadas
• Queda anual de 11,1%
• População subocupada: 4,2 milhões
• Pessoas desalentadas: 2,6 milhões
• Redução de 15,3% no desalento em um ano

Já o total de brasileiros fora da força de trabalho permaneceu em 66,5 milhões, com estabilidade no trimestre e crescimento anual de 1,6%.

Emprego formal permanece estável

O levantamento mostrou estabilidade no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado.

• Trabalhadores formais: 39,3 milhões
• Sem carteira assinada: 13,3 milhões
• Trabalhadores por conta própria: 26 milhões
• Empregados no setor público: 12,9 milhões
• Trabalhadores domésticos: 5,4 milhões

O setor público registrou crescimento anual de 3,4%, enquanto o trabalho por conta própria avançou 2,3% na comparação com 2025.

Já o número de trabalhadores domésticos apresentou retração anual de 4,7%.

Informalidade recua e renda cresce

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada, representando 38,1 milhões de trabalhadores.

O índice apresentou queda tanto na comparação trimestral quanto na anual.

Os rendimentos dos trabalhadores também avançaram:

• Rendimento médio mensal: R$ 3.732
• Alta anual: 5,3%
• Massa de rendimentos: R$ 377 bilhões
• Crescimento anual da massa salarial: 6,5%

Classificação Indicativa: Livre


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