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Chuvas acima da média impulsionam agricultura e reservatórios no RN

De acordo com os números, o acumulado médio de chuvas no RN no período foi de 404,4 milímetros, superando a média esperada de 382,3 milímetros  |  Isaac Ribeiro

Publicado em 14/05/2026, às 13h55   Isaac Ribeiro   José Nilton Jr.

O Rio Grande do Norte registrou, entre os meses de fevereiro e abril deste ano, índices relacionados a chuvas acima da média histórica em grande parte do estado. Os dados são de um levantamento divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), por meio da Unidade Instrumental de Meteorologia.

De acordo com os números, o acumulado médio de chuvas no RN no período foi de 404,4 milímetros, superando a média climatológica esperada de 382,3 milímetros. O resultado representa um desvio positivo de 5,8%, considerado dentro da normalidade, mas com impactos relevantes em diversas regiões.

As áreas que apresentaram os maiores volumes de precipitação acima da média foram o Oeste Potiguar e o Agreste.

Chuvas favoreceram campo e reservatórios

Segundo informaçõe da Emparn, a distribuição regular das chuvas trouxe efeitos positivos para o desenvolvimento das atividades agrícolas, recuperação das pastagens e recarga dos reservatórios em várias cidades do estado.

Outro fator observado pelos meteorologistas foi a ausência de longos períodos de estiagem entre fevereiro e abril. De acordo com o relatório, não foram observados intervalos superiores a sete dias consecutivos sem chuva nas principais regiões produtoras, o que favoreceu o desempenho das lavouras.

“O padrão das chuvas foi muito favorável na maior parte do Rio Grande do Norte, tanto em termos de distribuição temporal quanto espacial, principalmente nas regiões Oeste, Agreste e Litoral”, destacou a análise meteorológica da Emparn.

Influência climática e previsão

O estudo também aponta que as condições oceânicas registradas no início deste ano contribuíram para o cenário chuvoso observado no estado. O ano começou sob influência de uma La Niña de baixa intensidade no Oceano Pacífico, enquanto o aquecimento das águas do Atlântico Sul durante fevereiro e março favoreceu a formação de chuvas no Nordeste.

Para os próximos meses, a previsão da EMPARN indica chuvas dentro da normalidade climática entre junho e agosto, mesmo diante da possibilidade de formação do fenômeno El Niño.

Classificação Indicativa: Livre


TagsAgriculturaReservatóriosChuvas no RN