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Publicado em 12/12/2025, às 12h00 Cesta de Natal 2025: Produtos tradicionais com preços elevados - Bnews Natal Elí Bernardo
A cesta de Natal vai pesar no bolso do consumidor neste ano. Os produtos deverão ficar até 4,53% mais cara em 2025, de acordo com um levantamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
O aumento será puxado por produtos como peru (que registrou alta de 13,62%), azeitona (+12,53%) e a caixa de bombom (+10,81%).
Ainda segundo a Índice de Preços ao Consumidor, no ano passado o aumento da cesta natalina em comparação com igual período anterior foi de 9,16%.
Para o cozinheiro Itan Gonçalves os itens natalinos este ano não estão nada baratos. Inclusive, o Peru, vai ficar de fora da ceia neste natal.
"O Panettone esse ano eu tô achando caro que no ano passado, que custava R$ 10 e poucos, eu tô vendo aqui de R$15, R$30. O Peru não dar este ano ano, to vendo seu eu compro peitinho de frango ou outra coisa mais barata.
Já segundo aAssociação Brasileira de Supermercados(ABRAS) estima que os preços de proteínas como peru e chester devem subir, em média, 5,8% em 2025.
No índice, 15 produtos tradicionais do período são analisados, dos quais somente o azeite de oliva (-23,06%) apresentou redução de preço.
Entre os produtos analizados: peru, lombo, atum sólido, espaguete, caixa de bombom, panetone, vinho tinto, champanhe, sucos néctar, molho de tomate, azeitona, palmito, queijo ralado e azeite extra-virgem.
Mikelyson Góis, presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), argumentou o motivo da caristia dos produtos:
"Esses são os produtos que mais incidem nesse aumento da sexta natalina. As bebidas estão estáveis e há produtos como o azeite de oliva, que inclusive vão representar uma baixa nesse final de ano. Mas em relação aos que estão em alta, o que impacta nisso é a sazonalidade do nosso setor supermercadista, dos produtos desse período, explicou.
O Procon Natal informou que está monitorando os supermercados da cidade, com as equipes do setor de fiscalização para conter abusos que possam acontecer, seja na precificação ou na qualidade dos produtos, como explica o agente fiscal do Procon Natal, Carlos Freire.
"O mais corriqueiro é a situação da validade, então é ficar de olho na validade e também olhar o aspecto do produto. Se for um produto que está em gelo, que esteja num frigorífico ou esteja numa câmara fria, é olhar a temperatura que o fabricante manda. O grande fiscal é você consumidor, então fique de olho, fique atento. Qualquer dúvida é so acionar o órgão de proteção ao consumidor", orientou o fiscal.