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Cidades

Caso Ypê no RN tem novo desfecho após exames apontarem doença viral em criança

O secretário de Saúde do RN confirmou que a internação da menina não está relacionada ao uso do produto da Ypê, conforme exames  |  Reprodução internet

Publicado em 26/05/2026, às 11h40   Reprodução internet   Redação

A criança de 10 anos que estava internada em Natal após suspeita de reação relacionada a um detergente da Ypê recebeu alta hospitalar depois que exames descartaram qualquer relação entre o produto e o quadro clínico apresentado.

A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta.

Segundo o secretário, a paciente foi diagnosticada com eritema infeccioso, doença viral provocada pelo parvovírus humano, que pode causar manchas avermelhadas na pele, febre e dores no corpo.

“A criança foi diagnosticada com uma doença infecciosa chamada eritema infeccioso”, afirmou Alexandre Motta.

Secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta

De acordo com o titular da Sesap, exames sorológicos confirmaram que não houve contaminação associada ao detergente.

Foi descartada a hipótese de que houvesse a infecção por uma contaminação do produto do Ypê”, declarou o secretário.

Caso gerou repercussão após suspeita inicial

O episódio ganhou grande repercussão após a suspeita de que os sintomas teriam surgido depois de a menina utilizar o detergente enquanto possuía um pequeno corte na mão.

A hipótese passou a ser investigada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), mas acabou descartada durante a apuração do caso.

Segundo Alexandre Motta, a informação inicial sobre uma possível contaminação pelo produto não se confirmou.

No final das contas, se verificou que isso não foi verdadeiro”, afirmou.

O secretário também explicou que, desde o primeiro atendimento, os profissionais de saúde seguiram protocolos específicos para investigar doenças exantemáticas — aquelas que provocam manchas vermelhas pelo corpo.

Criança estava internada desde o dia 13

A menina estava internada no Hospital Infantil Varela Santiago desde o último dia 13. Antes disso, ela havia sido atendida na UPA de Pajuçara, na Zona Norte de Natal, após apresentar manchas pelo corpo, dores intensas, perda de força nas pernas e dificuldade para caminhar.

A mãe da criança, Tatiane Gomes, afirmou que a filha nunca havia apresentado histórico de doenças graves ou alergias. Segundo a família, os sintomas começaram após ela retornar da escola.

Os parentes relataram que a menina chegou a perder os movimentos das pernas temporariamente e precisou ser levada à unidade de saúde nos braços do pai.

A família passou a relacionar o caso ao detergente após notícias sobre suspeitas envolvendo lotes da marca circularem nacionalmente.

A menina estava internada no Hospital Infantil Varela Santiago desde o último dia 13.

Anvisa determinou recolhimento de lotes da Ypê

O caso ganhou ainda mais atenção porque, no início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da fabricação, comercialização e distribuição de diversos produtos da Ypê após identificar falhas no processo industrial da fabricante Química Amparo.

A medida atingiu detergentes lava-louças, sabões líquidos e desinfetantes produzidos na unidade da empresa em Amparo, interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, apenas os lotes terminados com o número 1 foram incluídos na decisão.

Durante inspeções sanitárias, foram apontadas falhas relacionadas à garantia da qualidade, produção e controle sanitário dos produtos. A agência informou ainda que havia risco potencial de contaminação microbiológica.

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