Cidades
Publicado em 07/03/2026, às 19h26 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
O cenário geológico do Seridó potiguar, já conhecido por sua riqueza mineral, está prestes a passar por uma mudança literal no mapa. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizou a empresa canadense Aura Minerals a relocar um trecho da BR-226, na altura do município de Currais Novos. O motivo? A necessidade de acessar uma reserva gigantesca de ouro que se encontra exatamente abaixo do leito atual da rodovia.
Segundo estimativas técnicas, o trecho esconde aproximadamente 20,8 toneladas de ouro. Com a alteração do traçado, a expectativa da companhia é extrair até 1,5 milhão de onças ao longo das próximas duas décadas, o que pode gerar uma receita bruta estimada em R$ 16 bilhões.
Embora o projeto prometa ser um motor econômico para o interior, a mineração em larga escala levanta preocupações legítimas. A operação, que será feita a céu aberto com escavações de até 300 metros de profundidade, está situada em uma área próxima ao Seridó Geoparque Mundial da UNESCO.
O "Projeto Borborema", como é chamado, já iniciou a produção comercial em setembro de 2025. Com uma taxa de recuperação de ouro de 92,1%, a Aura Minerals aposta que este será um dos empreendimentos de mineração mais lucrativos do país, reacendendo a história garimpeira de Currais Novos iniciada ainda na década de 1940.