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Publicado em 09/04/2026, às 13h25 Anderson Barbosa Anderson Barbosa
O Rio Grande do Norte registra um cenário positivo em relação à recarga hídrica neste primeiro trimestre do ano. De acordo com relatório mais recente do Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN), com dados de 30 de março, pelo menos dez reservatórios já estão com volumes superiores a 80% da capacidade total de armazenamento. O vídeo abaixo mostra imagens do Açude Encanto, em Encanto, um dos reservatórios que estão perto de sangrar.
O resultado reflete o bom desempenho da quadra chuvosa, especialmente no interior do estado, contribuindo para a recuperação dos principais mananciais potiguares e garantindo maior segurança para abastecimento humano e atividades de produção e e plantio.
Segundo o levantamento, os seguintes reservatórios apresentam volumes considerados elevados:
Com volumes acima de 80%, esses reservatórios entram em uma faixa considerada confortável pelos órgãos de gestão, reduzindo riscos de colapso no abastecimento e permitindo maior flexibilidade no uso dos recursos hídricos.
Além dos dez reservatórios em nível elevado, o relatório do IGARN também detalha outros mananciais em níveis intermediários.
Açude Santa Cruz do Apodi (Apodi)
Açude Umari (Upanema)
Açude Pau dos Ferros (Pau dos Ferros)
O panorama reforça a recuperação gradual dos reservatórios potiguares, consolidando um momento mais favorável do ponto de vista hídrico. Ainda assim, especialistas destacam que o uso consciente da água e o monitoramento contínuo seguem sendo fundamentais, diante da irregularidade climática característica do semiárido.
Apesar do cenário majoritariamente positivo, o relatório do IGARN também aponta que parte dos reservatórios do estado ainda apresenta níveis baixos ou críticos, exigindo atenção das autoridades e da população.
Além disso, alguns reservatórios permanecem em situação mais grave, com volumes próximos de zero ou completamente secos, como:
O quadro reforça que, embora haja recuperação significativa em diversas regiões, o Rio Grande do Norte ainda convive com desigualdade na distribuição hídrica, mantendo a necessidade de políticas contínuas de gestão e convivência com o semiárido.
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