Cidades
Publicado em 29/07/2026, às 06h07 Lavínia Manso
O secretário de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, negou que exista atraso de pagamento à empresa responsável pelo fornecimento do dispositivo de aspiração fechada conhecido como QINPOT e afirmou que a ausência do equipamento não compromete o atendimento nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
A declaração foi dada após o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) denunciar que as unidades estariam há mais de um mês sem o dispositivo.
De acordo com Motta, o hospital possui um sistema alternativo para a aspiração de fluidos e secreções, considerado seguro para utilização pelos profissionais. Segundo ele, o método é empregado em outras unidades hospitalares e pode substituir o QINPOT nas situações em que o equipamento não estiver disponível.
O secretário também contestou a informação de que a falta do dispositivo estaria relacionada a débitos com a empresa fornecedora. Motta afirmou que não há pendências financeiras referentes ao material e ressaltou que a rede estadual possui alternativas para garantir a continuidade dos procedimentos realizados nas UTIs.
Segundo Alexandre Motta, o sistema utilizado como substituto é formado por frascos rígidos e autoclaváveis, o que permite a limpeza e a reutilização do material. O secretário afirmou ainda que o método é consolidado na prática hospitalar e possui respaldo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A principal diferença em relação ao QINPOT, segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), está no fato de o dispositivo de aspiração fechada funcionar como um sistema hermético. Apesar disso, Motta declarou que a alternativa disponível pode ser utilizada pelos profissionais sem comprometer o atendimento.
O secretário destacou, porém, que a utilização do sistema substituto deve ocorrer com a adoção dos equipamentos de proteção individual (EPIs) necessários para reduzir os riscos durante os procedimentos. Para Motta, a falta do QINPOT, por si só, não representa uma interrupção ou impedimento para o funcionamento das UTIs do hospital.
A manifestação do secretário ocorreu depois que o Sindsaúde/RN informou que as UTIs do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel estavam há mais de um mês sem o dispositivo de aspiração fechada QINPOT.
Segundo o sindicato, a ausência do equipamento pode elevar o risco de contaminação entre profissionais de saúde e pacientes durante procedimentos que envolvem a aspiração de secreções. A entidade também afirmou que o problema estaria relacionado à falta de pagamento à empresa responsável pelo fornecimento do material.
Enquanto a situação não é normalizada, o Sindsaúde/RN sustenta que os trabalhadores continuam realizando os procedimentos sem a proteção considerada adequada para esse tipo de atendimento. A Sesap, por outro lado, afirma que existe um sistema alternativo disponível e que não há atraso de pagamento relacionado ao fornecimento do QINPOT.