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Publicado em 23/06/2026, às 07h19 Reprodução internet Redação
O mercado da aviação internacional no Brasil deve passar por mudanças significativas nos próximos meses. Novas conexões para os Estados Unidos, Europa e África começam a sair do papel após a liberação de duas empresas estrangeiras para atuar regularmente no país.
A decisão representa um passo importante para ampliar a oferta de voos internacionais, fortalecer a conectividade do Brasil com outros continentes e apoiar os planos de crescimento de companhias que buscam expandir suas operações além da América do Sul.
Entre as empresas autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está a espanhola Wamos Air. A companhia terá papel fundamental na retomada da expansão internacional da Gol, que pretende inaugurar novas rotas de longa distância ainda em julho.
Especializada no modelo conhecido como wet lease, a empresa fornece não apenas aeronaves, mas também tripulação, manutenção e cobertura de seguro para as operações contratadas.
A parceria ganhou força após a aquisição da Wamos pelo Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, em 2024.
Aeronave fará ligação entre Rio de Janeiro e Nova York
Sem aviões de longo alcance disponíveis em sua frota atual, a Gol utilizará inicialmente um Airbus A330-200 da companhia espanhola para operar seus voos intercontinentais.
A primeira aeronave deverá chegar ao Brasil no início de julho e será empregada na rota entre o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, e o Aeroporto JFK, em Nova York.
O modelo possui capacidade para 280 passageiros, sendo 20 assentos na classe executiva e outros 260 na econômica.
A expectativa da companhia é manter esse formato temporariamente até a incorporação definitiva de aeronaves próprias de maior alcance.
Lisboa e Paris estão entre os próximos destinos
Os planos de internacionalização da Gol não se limitam aos Estados Unidos.
Entre os mercados considerados prioritários pela empresa estão Portugal e França, com projetos para voos diretos para Lisboa e Paris. Há ainda solicitações para futuras operações em Porto e Londres, que dependem de disponibilidade de slots e aprovações regulatórias.
A mudança para uma frota própria deve ocorrer quando os primeiros modelos A330neo forem incorporados à companhia.
Brasil e Nigéria terão ligação aérea direta
A autorização da Anac também beneficia a Air Peace, considerada uma das maiores empresas aéreas privadas da Nigéria.
Com a aprovação, a companhia poderá colocar em prática um projeto discutido há anos pelos governos dos dois países: a criação de uma rota direta entre São Paulo e Lagos.
Atualmente, passageiros que realizam esse trajeto enfrentam longas conexões e podem levar quase dois dias para concluir a viagem. Com o voo sem escalas, o tempo de deslocamento deverá cair para cerca de sete horas.
Acordo diplomático impulsionou projeto
A nova ligação aérea é resultado de negociações iniciadas entre Brasil e Nigéria para ampliar a cooperação comercial e turística.
As conversas avançaram após a assinatura de um Acordo Bilateral de Serviços Aéreos (BASA), firmado entre os dois países. O entendimento estabeleceu as condições para a operação de voos regulares e abriu caminho para a escolha da Air Peace como responsável pela rota.
Apesar da expectativa inicial de iniciar os voos ainda em 2025, o projeto sofreu atraso devido à necessidade de ampliar a frota da companhia africana.
Companhia nigeriana mira expansão global
A chegada ao mercado brasileiro faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da Air Peace.
A empresa também trabalha para ampliar sua presença em destinos da América do Norte, Europa, Oriente Médio e Ásia. Entre os mercados em estudo estão cidades como Toronto, Nova York, Manchester, Jeddah e Guangzhou.
No continente africano, novas operações para Libreville, Conacri, Bamaco e Douala estão previstas para os próximos meses, consolidando a expansão internacional da companhia.