Cidades
Publicado em 09/10/2025, às 10h53 Foto: Philipe Salvador/Inter TV Cabugi. Sammara Bezerra
A maré alta que atingiu a praia de Ponta Negra, deixando a faixa de areia alagada e causando a derrubada da cerca de proteção do Morro do Careca, é resultado de um fenômeno natural que não pode ser contido, segundo Thiago Mesquita, secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb).
“O maior aterro hidráulico (engorda) já realizado no Brasil [que fica no Rio de Janeiro], consolidado há 50 anos, algumas vezes por ano sofre com fenômenos similares, como aconteceu em Ponta Negra e que se repetirá, sempre quando houver ventos muito fortes alinhados com marés altas e lua cheia”, explicou o titular da pasta.
De acordo com Mesquita, a combinação entre os ventos intensos e a maré elevada, potencializada pela superlua desta semana, foi suficiente para provocar o avanço das águas sobre a faixa de areia e causar danos pontuais.
“Ninguém consegue atenuar ou muito menos parar a força da dinâmica costeira, que em Ponta Negra é avassaladora, e por isso foi necessário se fazer um aterro hidráulico para proteger a linha de costa. O aterro hidráulico cumpriu há dois dias e vem cumprindo com toda eficiência seu papel de proteger a costa de Ponta Negra”, ressaltou.
Na madrugada dessa quarta-feira (8), o pico da maré alta em Natal chegou a 2,53 metros, segundo o site Tábua das Marés. O volume de água invadiu parte da faixa de areia da engorda da praia e derrubou a cerca do Morro do Careca, um dos principais cartões-postais da capital potiguar.
A faixa de areia na Praia de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, amanheceu alagada nesta quarta-feira (8). O mar avançou a ponto de derrubar a cerca instalada no Pé do Morro do Careca.
— BNews Natal (@BnewsNatal) October 8, 2025
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